CURA DO CONCRETO


FINALIDADE DA CURA DO CONCRETO

A cura do concreto é um processo que evita a evaporação prematura de água utilizada na dosagem, permitindo assim a hidratação completa da mistura e a redução da probabilidade do aparecimento de fissuras. É iniciada durante as primeiras horas do endurecimento da superfície concretada e estendida por no mínimo 7 dias consecutivos. O concreto deve ser mantido saturado até que os espaços ocupados pela água sejam então ocupados pelos produtos de hidratação do cimento.

 

A cura inadequada impacta na queda da resistência e da durabilidade do concreto, deixando a camada superficial fraca, porosa e permeável, vulnerável à entrada de substâncias agressivas provenientes do meio-ambiente e podendo ainda provocar fissuras na peça concretada.

 

TIPOS DE CURA DO CONCRETO

O procedimento de cura do concreto pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha do método ideal depende de fatores como a umidade relativa do ambiente, a análise do processo construtivo, a velocidade de desforma, o custo e a disponibilidade local de ferramentas.

  • Cura com molhagem constante

Considerada uma das técnicas mais empregadas, no procedimento de cura com molhagem constante, a peça concretada precisa estar permanentemente em contato com a água, sempre saturada a 100% de umidade relativa e molhada em sua totalidade.

  • Cura via aspersão, irrigação ou alagamento

Nessa técnica de cura sistemas de ar comprimido são responsáveis por manter uma névoa próxima à peça de concreto. Esse método é pouco recomendável.

 

  • Cura química

Na cura química aplica-se um produto na superfície do concreto com a função de impedir a evaporação da água. A alternativa é indicada para qualquer situação, já que apresenta como vantagem principal a facilidade de aplicação. No entanto pode prejudicar a aderência de revestimentos, chapiscos, pinturas e contrapisos.

  • Cura à vapor

A cura à vapor ocorre com aplicação de umidade relativa em 100% e temperatura controlada que fique acima da temperatura ambiente. A técnica é comum em ambientes frios, como no sul do país. O procedimento usa o princípio da maturidade para alcançar altas resistências a baixas idades.

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